'PERDI MEU FILHO NA PROFISSÃO QUE TANTO AMÁVAMOS', DIZ PAI CAMINHONEIRO QUE ENCONTROU SERGIPANO MORTO EM FERRAGENS APÓS ACIDENTE NO ES

O caminhoneiro José Silvan de Andrade, mesmo diante da dor, conversou com o g1 neste domingo (18/6) e falou sobre a perda do filho Saymon Fernando Alves de Andrade, de 22 anos, do município sergipano de Umbaúba, enquanto acompanhava a liberação do corpo do Instituto Médico Legal (IML). O jovem morreu na BR-101, na cidade e Pedro Canário, no Espírito Santo, enquanto dirigia um caminhão. (Clique aqui e relembrem o caso)

Ele foi encontrado morto pelo próprio pai às margens da rodovia. Os dois trafegavam juntos, em veículos diferentes, quando o pai, que estava mais à frente, perdeu o filho de vista ao olhar no retrovisor. Ao retornar para conferir se havia acontecido algo, localizou o filho morto preso às ferragens do veículo.

“Não acredito que perdi meu filho na profissão que tanto amávamos. Os dois grandes amores da vida dele eram sua esposa e o caminhão”, disse José Silvan.

No início da manhã desta segunda-feira (19) familiares e amigos receberam o corpo de Saymon, em Umbaúba. O sepultamento está previsto pra acontecer às 16h no cemitério da cidade.

"Ele era muito amado e querido por todos que o conheciam. Um apaixonado pela família, pais, irmãos, sobrinhos", completou o pai.

A tia da esposa de Saymon, Marcela Dantas, disse que o jovem era apaixonado por caminhões desde criança.

“Era a paixão dele. Ele acompanhava o pai, e depois que fez 18 anos e tirou a carteira de habilitação, ele entrou na profissão que tanto queria, virou caminhoneiro. Há pouco tempo foi contratado pela mesma empresa onde o pai trabalhava e os dois passaram a trabalhar juntos”, contou.

Marcela também explicou que os dois foram para o Espírito Santo para carregar dois caminhões com pedras de mármore. Saymon viajou na sexta-feira (9) e o pai na segunda-feira (12). Os dois voltavam juntos para Sergipe nesse sábado (17), quando o acidente aconteceu.

Saymon era o filho caçula de uma família de quatro irmãos, dois homens, que também são caminhoneiros, e uma mulher, que não seguiu na profissão, e é advogada.

José Silvan de Andrade e Maria Rivanda Alves, pais de Symon buscam no apoio da família, dos amigos e dos outros filhos, força para enfrentar a perda inesperada do caçula.




 

 

 

✏️ G1

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